A Seleção de Ginástica Artística Masculina treina em Arques, na França, em preparação para o evento-teste de janeiro, em Londres, que valerá quatro vagas para as Olimpíadas-2012. Sete dos dez atletas reunidos irão à capital inglesa no dia 7 de janeiro para competir no pré-olímpico.

Participam dos treinos os ginastas Mosiah Rodrigues, Victor Rosa , Arthur Nory Mariano e Caio Campos Souza , além dos seis que participaram do ouro inédito no Pan de Guadalajara: Arthur Zanetti, Francisco Barreto, Diego Hypolito, Petrix Barbosa, Sérgiso Sasaki e Péricles Silva.

Com Diego e Arthur já classificados em provas individuais nas Olimpíadas –  no solo e nas argolas, respectivamente –  o principal objetivo é conquistar a vaga por equipe. Por isso, a estratégia utilizada na competição será colocar cada ginasta em seu melhor aparelho. O coordenador Leonardo Finco comentou sobre o início do trabalho em Arques. “Fomos muito bem recebidos. O ginásio oferece uma ótima estrutura e será muito importante para a nossa preparação. Treinaremos duas vezes por dia.”

FONTE: www.cbginastica.com.br

 

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Marcel Stürmer no programa curto

O brasileiro Marcel Stürmer conquistou o 2º lugar no Campeonato Mundial de Patinação Artística, disputado em Brasília. Este foi o melhor resultado de um atleta do Brasil na história na categoria sênior. O vencedor foi o italiano Dario Betti. No programa longo Stürmer teve um ótimo desempenho, mas foi superado pelo italiano que, mesmo com uma queda, obteve uma avaliação melhor dos juízes.

Esta é a 5ª medalha na carreira de Marcel Stürmer em Mundiais. Antes da prata, o tricampeão panamericano havia conquistado quatro bronzes. O resultado encerra um ano de várias vitórias para o Brasileiro. Foram cinco títulos (o Pré Pan, o Campeonato Sulamericano, o Campeonato Brasileiro, a Copa Interamericana e o Pan de Guadalajara) e neste sábado, o inédito 2º lugar no Campeonato Mundial.

Marcel Stürmer agora desvia seu foco para a temporada de shows que fará na Europa e no Rio Grande do Sul ainda neste ano.

Gustavo Casado, duas vezes campeão no Mundial Júnior na categoria combinado e campeão na Copa Itália 2011 de patinação artística, terminou na quarta colocação na modalidade livre e conquistou a prata na modalidade combinado (soma da prova de figuras obrigatórias com livre). César Motta em 11º  no livre, completa a participação brasileira no Mundial.

Diego Dores e Carlos Radtke conquistaram prata e bronze.

Campeonato In Line

Diego Dores é prata no In Line

Os atletas do Brasil alcançaram bons resultados na primeira semana do Campeonato Mundial de Patinação Artística, realizado em Brasília. O paulista Diego Dores, de 30 anos, foi primeiro patinador a subir ao pódio, com a prata na disputa In line Masculino. O título foi para o argentino Carlos Urquia e Chun Lee, de Taipé, ficou na terceira posição. No feminino, venceu a italiana Silvia Marangoni, seguida pelas americanas Natalie Motley e Courtney Donovan.

Esta é a primeira medalha de Diego depois de participar de 14 torneios mundiais. Quando competia com os patins tradicionais, ele chegou perto de um bom resultado, mas perdeu em seguida por causa do nervosismo. Em 2005, o patinador enfrentou ainda uma fratura na tíbia da perna direita, que o afastou do esporte por dois anos. Foi uma lesão por estresse, devido ao excesso de exercícios. “ Antes eu já sentia uma dor na região. Como fazia muitos pulos e giros, isso acabou agravando a lesão”, explica o atleta. Esse foi um dos motivos para ele trocar de categoria. “Hoje estou 100% curado”, finaliza Diego.

Campeonato Júnior

O gaúcho Carlos Radtke faturou a medalha de bronze no Combinado Masculino (soma das notas das provas Figuras Obrigatórias e Livre Individual). O italiano Simone Porzi ficou com o ouro e a prata foi para o francês Pierre Meriel. Radtke terminou em quarto lugar no livre individual.

Vivian Moreira entre as 10 melhores

Duas brasileiras se classificaram entre as dez melhores do mundo na modalidade Livre Feminino. Talitha Hass, bronze no Panamericano de Guadalajara, conquistou o quarto lugar. Vivian Moreira ficou na oitava posição. A atleta de 16 anos, que já havia participado de três mundiais na modalidade Inline, fez sua estréia com patins tradicionais. O ouro ficou com a italiana Viviana D’Alessandro, a prata com a também italiana Chiara Colpo e o bronze com a argentina Giselle Soler.

Interessante foi o resultado do Combinado Feminino, com as primeiras colocações para as irmãs argentinas Gisele Soler (ouro) e Elizabeth Soler (prata). Elizabeth foi campeã no Panamericano do México. Chiara Colpo levou o bronze.

Na competição de Mini-Grupos de Show, “BE ITALIAN”, do grupo do Clube Internacional de Regatas de Santos, SP, conquista o 4º lugar. “RAMAYANA”, coreografia do grupo “Wheels on Fire” do Clube Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo, RS, finaliza a competição em 5º lugar

Informações sobre as modalidades da patinação podem ser vistas aqui. Resultados completos do mundial aqui.

2011-worlds-brazil

Pela primeira vez o Brasil sediou o evento mais importante da patinação, o Campeonato Mundial de Patinação Artística, realizado em Brasília, entre os dias 14 e 27 de novembro, no ginásio Nilson Nelson. Participaram da competição, em sua 56ª edição, 1.080 atletas de 36 países nas catego-rias Júnior (até 19 anos) e Sênior (a partir de 20 anos) em modalidades individuais, em duplas ou em grupos.

A decepção para os visitantes começou com as condições precárias do ginásio, sem segurança e com banheiros sujos, depredados e sem papel higiênico. Um bar com lanches de qualidade duvidosa era única opção para quem buscava algum alimento. Mas o pior de tudo foram as goteiras que encheram a pista de água, atrapalharam os treinos e provas e puseram os atletas em risco de quedas e lesões graves.

Goteiras no ginásio interrompem o primeiro dia de treinos do Mundial

A divulgação do evento foi nula. Nas imediações do ginásio não havia uma só referência ao campeonato que reúne os melhores patinadores do mundo. O resultado disso foi a pequena frequência do público, mesmo com a entrada gratuita. Durante as provas, a maior parte das arquibancadas permaneceu vazia. Houve pouquíssima cobertura da imprensa e nada ao vivo na televisão.

O que salvou os amantes do esporte que queriam acompanhar o campeonato foi a transmissão das provas ao vivo pela internet. Parabéns para o esforço do Flávio, que conseguiu exibir a competição com qualidade melhor que a do site oficial.  Mas não houve só defeitos no Mundial. A pista de patinação, montada e pintada em poucos dias, foi elogiada pelos atletas e o nível da patinação foi muito bom.

Na primeira semana ocorreram as provas dos campeonatos júnior, inline, precisão e grupos de show. Na segunda semana foram as disputas da categoria sênior. A maior parte das medalhas foi para os italianos que dominam a patinação artística sobre rodas há vários anos.

Diego Hypolito é o maior nome da ginástica artística nos Pan. Depois da vitória por equipes ele tornou a ganhar o ouro nas provas individuais de solo e salto sobre a mesa, concluindo sua participação no Pan de Guadalajara com 100% de aproveitamento.

O brasileiro venceu a competição de solo com uma apresentação sem erros, que lhe rendeu 15,800 pontos.  O chileno Tomas Gonzalez ficou em segundo lugar e o porto-riquenho Alexander Rodriguez em terceiro.

Na disputa do salto sobre a mesa, Diego foi o primeiro a saltar, somou 15,875 pontos e não foi mais alcançado por nenhum de seus rivais. Tomás Gonzalez, seu principal adversário, errou no primeiro salto e  ficou com a prata. O canadense Hugh Smith faturou o bronze.

Com os três ouros, Hypólito superou seu desempenho no Pan do Rio de Janeiro. Há quatro anos, ele ganhou ouros no solo e no salto, mas foi prata por equipes. A convite do Comitê Olímpico Brasileiro, Diego foi o porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de encerramento da competição.

Arthur Zanetti é prata nas argolas

O brasileiro   Arthur Zanetti conquistou a medalha de prata na prova das argolas da ginástica artística, nos Jogos de Guadalajara. Foi a primeira medalha do Brasil nesse aparelho em Pan.

Zanetti somou 15.600 pontos, numa final muito forte. A medalha de ouro ficou com norte-americano Brandon Wynn, que somou 15.625 pontos, e o bronze foi do outro norte-americano na prova, Christopher Maestas, com 15.550.

 

Cesar de Castro salta para o bronze na final do trampolim de 3m. Foto: Reuters

Não era uma medalha esperada. O atleta Cesar Castro ganhou o bronze na disputa individual no trampolim de 3 m, no Pan de Guadalajara, graças a um “apagão” do norte-americano Drew Livingstone. O brasileiro estava na quarta colocação e, depois de se manter regular em todos os saltos, encerrou a competição com o total de 462,15 pontos.

A surpresa foi o americano, que pisou em falso no último salto e caiu todo torto na água, sem conseguir executar o movimento previsto, e tirou uma nota zero, abrindo o caminho para o brasileiro. Além de perder o bronze, Livingston terminou a prova no décimo lugar.

O mexicano Yahel Castillo conquistou o ouro, para festa da torcida da casa. Ele fez 529,45 pontos, bem à frente do compatriota Julian Sanchez (480,65), que levou a prata.

Castro foi o único brasileiro a chegar ao pódio nos saltos ornamentais. O grande destaque foi a seleção mexicana que mostrou sua superioridade, levando todos os oito ouros disputados, tanto no masculino quanto no feminino, além de três pratas e um bronze.

Mesmo com queda Daniele chega ao pódio

Única brasileira da ginástica artística a subir no pódio, Daniele Hypólito reinou sozinha na modalidade. Depois de três finais sem bons resultados, ela salvou a participação feminina conquistando a medalha de bronze na trave de equilíbrio e no solo.

Na decisão da trave, Daniele caiu do aparelho, mas continuou seu exercício sem mais nenhum erro. Como realizou uma série de alta dificuldade e foi bem precisa nos movimentos, tirou 13.750 pontos, o suficiente para chegar ao terceiro lugar. O ouro ficou com Ana Sofia Gomez, da Guatemala, que não cometeu erros e recebeu a nota 14.175 e a prata foi para a canadense Kristina Vaculik, com 13.925.

Quinta atleta a se apresentar na final do solo, Hypólito teve falhas leves e  festejou muito seu desempenho, com13.750 pontos. Mas alegria do primeiro lugar durou pouco porque ela foi ultrapassada pela mexicana Ana Estefania Lago, que cometeu mais erros  que brasileira, mas compensou isso com saltos mais difíceis e levou o ouro com a nota de 13,800. A canadense Mikaela Gerber marcou 13.775, garantindo a segunda colocação.

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